Sou ouvinte de rádio desde criança, quando minha mãe cuidava do afazeres de casa na escuta da Rádio Clube de São José dos Campos. Quando ela se tornou jornalística, com o nome de Rádio Bandeirantes, eu já fazia faculdade de jornalismo e com o tempo passou a ser minha principal fonte de informações no dia-a-dia.
Meu rádio quase nunca saía dos 1120 AM, pra quê? Lá tinha tudo o que eu queria ouvir, um jornalismo de qualidade e credibilidade, com respeito ao ouvinte. Com a chancela da homônima de São Paulo, sempre deu a sensação de uma ser o complemento da outra.
Durante os seis anos, tive a oportunidade de ser um ouvinte que não se contentava em apenas ouvir as notícias, perdi a conta de quantos e-mails mandei. Calculo uns quatro por dia. Posso dizer que me tornei amigo de quase todos os apresentadores e produtores da emissora, de tanto que interagi com eles.
Foi com muita tristeza que recebi a informação de que a Rádio Bandeirantes de São José dos Campos na manhã da última segunda-feira foi vendida e terá outro nome. Não quero entrar no mérito da compra ter sido feita por determinado segmento religioso, pois isso é outra história, mas para mim, foi uma perda irreparável. A Band sempre será a Band, nenhuma será igual.
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